“Sylvia Plath: ‘A escritura fica: sozinha percorre o mundo’ ”
Celine Menghi
Celine Menghi
Freud escreveu que “nunca nos achamos tão indefesos contra o sofrimento
como quando amamos, nunca tão desamparadamente infelizes como quando
perdemos nosso objeto amado ou o seu amor.”
O sofrimento, advindo dessa fonte, em sua gratuidade, exacerba-se na dor.
Os poemas de Sylvia Plath, com suas imagens que vociferam, disso dão testemunho.
São “como um machado capaz de rachar o mar congelado que existe dentro de nós” (Kafka).
como quando amamos, nunca tão desamparadamente infelizes como quando
perdemos nosso objeto amado ou o seu amor.”
O sofrimento, advindo dessa fonte, em sua gratuidade, exacerba-se na dor.
Os poemas de Sylvia Plath, com suas imagens que vociferam, disso dão testemunho.
São “como um machado capaz de rachar o mar congelado que existe dentro de nós” (Kafka).
A poesia de Sylvia Plath circunda a raiva, a culpa, a rejeição, o amor, o ímpeto destrutivo e a dor da criação.
“Jato de sangue é poesia. Não há como estancá-lo”, diz ela.
As palavras são “golpes de machado na madeira”,
“ecos que partem a galope” e, encontradas, anos depois, “secas e sem rédeas”,
num “bater de cascos incansável”, “enquanto/do fundo poço, estrelas fixas/Decidem uma vida”
(do poema WORDS).
É o canto da permanência das palavras que ecoam muito tempo
depois do desaparecimento do poeta e que começam a viver assim que são ditas."(...)
“Jato de sangue é poesia. Não há como estancá-lo”, diz ela.
As palavras são “golpes de machado na madeira”,
“ecos que partem a galope” e, encontradas, anos depois, “secas e sem rédeas”,
num “bater de cascos incansável”, “enquanto/do fundo poço, estrelas fixas/Decidem uma vida”
(do poema WORDS).
É o canto da permanência das palavras que ecoam muito tempo
depois do desaparecimento do poeta e que começam a viver assim que são ditas."(...)




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